Permaneci sozinha, vazia de qualquer tipo de sentimento motivador a minha vida pobre de sentido. Um coração gritando por ajuda e na cabeça lembranças e mais histórias de um passado nem tão longe assim. Passou rápido… Um ano? Ou pouco mais? Tanto faz. O tempo passou, eu tive que crescer. Tudo mudou, menos essa minha insistência de tentar sorrir novamente. Sem motivos, apenas deixei de sorrir de verdade. Todos me vêem bem, e na verdade era tudo o que eu precisava. Ninguém precisa saber do que acontece aqui dentro. Essa revolução não está perto de acabar, deve estar no princípio. De qualquer forma, o que farei com os destroços de uma batalha? E sozinha… Ah, sozinha… Se torna cada vez mais impossível reerguer as paredes de uma vida pseudo feliz. No começo realmente era… A vida me trouxe provas de que já não valeria a pena seguir em frente. Permaneço inerte, mesmo sabendo que não é certo. Nada anda sendo certo pra mim, e nessa incerteza de viver eu vou levando como se fosse o último dia. Um dia ainda crio coragem pra enfrentar tudo o que é me proposto a cada dia. Agora vou parar de desabafos… Ali fora uma vida inteira me espera. E digo-lhes a princípio: não é tão fácil ser eu. Ainda mais quando além do meu mundo, seguro os das outras pessoas. Esqueci de comentar. Não bastava ser eu. Eu ainda precisava amar outros. Porquê? Porquê? Essa mesma ordem dos fatos que revira meus pensamentos e no zig zag muda toda a minha vida em questão de dias. Indecisão. Sempre as mesmas dúvidas e pensamentos trazem e levam embora quem nunca deveria ter chegado. Por isso, que fique muito claro: sem for pra confundir, nem venha. Já está tudo bagunçado demais. Será que já inventaram uma forma de dormir por muito tempo e acordar quando tudo estiver bem? Preciso de novas fórmulas, maneiras de permanecer bem […] pra sempre. Vou deixar de lado esse desabafo. Tentar viver. Cansada dessa monotonia, chega, de uma vez por todas. Laura Pentian {abominada}



